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quarta-feira, 16 de maio de 2012

3.000 km


Sonho com você todos os dias.
E mesmo a 3.000 km de distância
Estou perto de ti
Sei teus maiores segredos, assim como sabes os meus.
O que é uma estrada para dois corações?
És pra mim uma luz
És pra mim a direção
O motivo de minha existência
Sonho em ver teu sorriso
Sonho com teu toque, teu abraço
Sonho com teu beijo.
E a distância não irá me fazer desistir de ti.
Tua voz deve ser tão doce
Teu cheiro tão penetrante
Teu olhar hipnotizante
E teu coração feito de diamante.
Nunca te vi.
Nunca te toquei.
Tão pouco lhe beijei.
Mas mesmo tão distante
Não deixo de sonhar.
Sopro um cílio que caí de meu olho.
Peço para a primeira estrela do céu.
Desejo antes de assoprar as velas de meu bolo.
E toda vez que vejo uma estrela cadente
“por favor, deem-me de presente
Aquele que mesmo em dias tristes me fez contente
E que mesmo longe me deu a vida de presente.
Por favor, deem-me aquele que se importou
Quando para mim todo mundo de costas virou.
E que mesmo longe sabe quem sou.
Por favor, deem-me.
Aquele que amo incondicionalmente
Que largaria tudo para deixar contente
E que mesmo longe esteve sempre presente.”

segunda-feira, 14 de maio de 2012

A dor sempre volta.


A noite chega
Junto com ela a solidão
Lágrimas escorrem pelo meu rosto
E o sangue escorre pelo meu pulso.
Lentamente mas violentamente passo a lâmina sobre minha pele
Mudo a dor de lugar.
E a raiva vai embora com o sangue.
A ardência do corte se perde, a dor volta.
Ela sempre volta.
E cada vez mais forte.
E com ela mais cortes.
Cicatrizes mostram o quanto me perdi
O quanto sofri, e o quanto sofro.
Passo a noite em claro, com minhas lágrimas.
Amanhece, e tenho que me recompor.
Um sorriso no rosto
Uma manga comprida
E Diversas pulseiras.
E todos acreditam na minha atuação
Ninguém olha o sangue escorrendo de meus olhos.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Teus olhos me viciam


É como se fosse uma droga,
Com um incrível efeito sobre mim.
Um poder alucinógeno
Que me faz sonhar acordada.
Que não me deixa dormir a noite.
Que me faz querer saber tudo sobre você.
Que me faz meio masoquista.
Teus olhos me conduzem ao fim da estrada.
Dessa estrada que foi feita para se andar sozinha
Eles reluzem como um farol.
Eles me conduzem até meu destino.
Que me faz se perder nessa longa rua de pedras.
Pedras que me machucam,
Mas que me fazem ter certeza que no final valerá à pena.
Quando meu olhar vacilante encontra com o teu,
Encontro-me nesse estado onde nada mais faz sentido
A não ser você.
Teus olhos me viciam.


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Crepúsculo


Não sei mais o que eu sou
Mas, quem sabe?
Posso não ser vento
Posso não ser mar
Aqui escrevo, para lhe dizer:
Mais do que eu sou.
Mais do que sei.
Sei que tudo que lhe digo será perdido no tempo.
Será desbotado como um belo quadro.
Ficará parado no tempo.
Mas por favor, me escute.
Aquilo que sei, pode não ser real.
Pode não ser tão natural.
Pode não passar de ilusão.
Mas, quando o sol se puser
Você verá que tudo fará sentido
Agora você pode não entender
Mas tudo que eu vi
Tudo que senti
Tudo que vivi
Me fez acreditar no que acredito
Então, antes de entardecer
Olhe nos meus olhos, e me diga
Tudo que vê.
Me diga no que acredita
Agora, se não ver o que vi
Saberei o porquê.
Posso não ser lúcida, mas não sou louca
Posso ser fria, mas aprendi que cada manhã
Erradia alegria
Aprendi que o que diz cada alvorada.
Por isso, eu vejo.
Eu vejo nos olhos de cada um de nós.
Vejo alegria e tristeza
Vejo solidão.
Vejo o futuro esperando
O passado acenando
E o presente falando oi.
Vejo a esperança brilhar em cada sorriso.
A esperança de que um dia, seremos todos tão próximos
Como irmãos.
A esperança de que o vento nos leve para bem longe.
Mergulhe na tua alma,
Procure o que lhe disse.
Afaste-se da escuridão.
E tente, por um segundo, esquecer.
Esquecer tudo que lhe disseram.
Esquecer tudo que lhe fizeram.
Esquecer tuas feridas.
Mas não espere amanhecer,
Poderá ser tarde de mais;

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Confusa


Não sei o que eu quero
Não sei pra onde vou
Não sei o que espero
Não sei nem quem eu sou.

Posso estar aqui,
Mas aqui, não estou.
Não quero saber o que eu era
Apenas quero saber o que de mim restou.

Essa não sou eu.
Não sou eu que estou sangrando no chão.
Não sou com o coração na mão.
Mas essa sou eu.

Estou confusa,
Não sei distinguir a luza das trevas,
Não dizer o que é mar e o que é terra.
Não sei o que é a vida, nem o que diz meu coração.

Não sei mais se sou tua
Ou se não vivo uma eterna ilusão.