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segunda-feira, 14 de maio de 2012

A dor sempre volta.


A noite chega
Junto com ela a solidão
Lágrimas escorrem pelo meu rosto
E o sangue escorre pelo meu pulso.
Lentamente mas violentamente passo a lâmina sobre minha pele
Mudo a dor de lugar.
E a raiva vai embora com o sangue.
A ardência do corte se perde, a dor volta.
Ela sempre volta.
E cada vez mais forte.
E com ela mais cortes.
Cicatrizes mostram o quanto me perdi
O quanto sofri, e o quanto sofro.
Passo a noite em claro, com minhas lágrimas.
Amanhece, e tenho que me recompor.
Um sorriso no rosto
Uma manga comprida
E Diversas pulseiras.
E todos acreditam na minha atuação
Ninguém olha o sangue escorrendo de meus olhos.

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