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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Crepúsculo


Não sei mais o que eu sou
Mas, quem sabe?
Posso não ser vento
Posso não ser mar
Aqui escrevo, para lhe dizer:
Mais do que eu sou.
Mais do que sei.
Sei que tudo que lhe digo será perdido no tempo.
Será desbotado como um belo quadro.
Ficará parado no tempo.
Mas por favor, me escute.
Aquilo que sei, pode não ser real.
Pode não ser tão natural.
Pode não passar de ilusão.
Mas, quando o sol se puser
Você verá que tudo fará sentido
Agora você pode não entender
Mas tudo que eu vi
Tudo que senti
Tudo que vivi
Me fez acreditar no que acredito
Então, antes de entardecer
Olhe nos meus olhos, e me diga
Tudo que vê.
Me diga no que acredita
Agora, se não ver o que vi
Saberei o porquê.
Posso não ser lúcida, mas não sou louca
Posso ser fria, mas aprendi que cada manhã
Erradia alegria
Aprendi que o que diz cada alvorada.
Por isso, eu vejo.
Eu vejo nos olhos de cada um de nós.
Vejo alegria e tristeza
Vejo solidão.
Vejo o futuro esperando
O passado acenando
E o presente falando oi.
Vejo a esperança brilhar em cada sorriso.
A esperança de que um dia, seremos todos tão próximos
Como irmãos.
A esperança de que o vento nos leve para bem longe.
Mergulhe na tua alma,
Procure o que lhe disse.
Afaste-se da escuridão.
E tente, por um segundo, esquecer.
Esquecer tudo que lhe disseram.
Esquecer tudo que lhe fizeram.
Esquecer tuas feridas.
Mas não espere amanhecer,
Poderá ser tarde de mais;

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