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domingo, 28 de agosto de 2011

Aprendendo a aprender


Sinceramente, não sei de mais nada.
Nada mais faz sentido agora.
É como se tudo estivesse de ponta cabeça
Como uma montanha russa.
Não sei mais o sentido da vida.
Nem porque o vento sopra.
Não desisti de saber o porque.
Apenas não vejo mais onde aprender
Não é possível que seja tão difícil.
Mas de que adianta saber,
Se com isso nada posso fazer?

Sinceramente, sei de muita coisa.
A vida me ensinou
Ensinou-me que ela pode não ser tão bela assim
Que a dor existe,
Que momentos tristes existem.
Ensinou-me que não posso saber de tudo
E que de tudo, um pouco posso saber.

Não sei o porque estou aqui.
Mas sei que aqui estou.
Não sei o sentido da vida.
Mas já vi um pássaro aprender a voar.
Não sei o que é a felicidade,
Mas sei identificá-la.

O saber é algo muito complexo.
A vida é algo que vivemos sem saber a razão
Mas mesmo assim a vivemos.
O que posso dizer agora?
Se tudo que sei dizer não faz sentido
Apenas sei que aqui estou
Tentando saber o que é saber
Tentando viver o que é a vida
Tentando descobrir se a felicidade existe
E vivendo o que é triste.
Aqui estou eu, aprendendo a aprender.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

É o que eu quero, e mais nada.

Não quero ter todas as estralas do céu.
Nem saber quantos grãos de areia existem na praia.
Nada faz sentido em minha vida.
Em quanto eu não posso ter você.
Queria te dizer toda a verdade.
Mas a verdade me falta.
Em vez de dizer o que sinto.
Digo o que não digo.
E quando meu olhar vacilante se encontra com o teu
Me falta ar, me falta o mar.
E tudo que sei, é que nada sei.
E que no céu não se tem nada além de tudo.
E tudo que vejo é uma grande explosão.
Explosão de desejo.
É mais do que uma simples sensação.
É uma vertigem, uma doce ilusão,
É o que sei.
É o que não sei.
É o que sinto
É o que serei
Nada além de tudo
De tudo que vejo no meu caminho
É o que quero,
É isso, e mais nada.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Um sonho.

Essas lágrimas frias, lágrimas da escuridão.
Essa escuridão que me invade, que me derruba, lentamente.
Esta vertigem que toma conta de mim.
Essa louca ilusão que chamei de sonho.
Aqueles olhos negros que me encaravam.
Minha voz fria, seca e assustada.
Uma brisa quente sopra em meu ouvido,
Ela diz tudo aquilo que eu queria ouvir de você.
Seu abraço quente que me confortava
Seu sorriso tão encantador.
O brilho da lua em seus olhos.
Sua voz viva e reconfortante.
Meu olhar vacilante se encontra com o teu.
Teus lábios se encontram com os meus.
Teus dedos se enroscam no meu cabelo.
Somos dois corpos, mas, uma única alma.
Mas todo sono tem seu fim.
Como toda estrela se apaga.
Como toda a dor ameniza.
Como toda vida chaga a um fim.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Uma marca

Queria deixar aqui minhas palavras
Humildes e simples palavras
Escrever meus sentimentos
Para fazer minha eterna marca na humanidade
Para tudo isso não ser em vão
Para eu não ser apenas mais uma no mundo.
Para todos ouvirem minha voz
Para todos ouvirem meu grito no silencio
Queria marcar isso para todos ouvirem
Todos verem meu desespero
Queria quebrar correntes, atravessar a fronteira.
Mover todos por uma única causa
Sensibilizar um coração de pedra
Deixar forte alguém fraco
Nadar contra a correnteza
E impedir a todos de se jogarem no abismo.
Fazer mais um solo de guitarra
Morrer por uma boa causa
Gritar “Vida!”.
Declarar guerra pela paz
Fazer uma reviravolta na história
Me tornar uma heroína.
Não ser lembrada somente pelas minhas loucuras
E sim pelas minhas palavras.
Que aqui deixo, eternamente.